2008
Apr
06
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Hoje, domingo, o dia amanheceu bem. Acordei, tomei banho (nooosa! é domingo, lembra?). Tomei café da manhã e percebi que, além dos pães, só tinha um pacote de miojo de guerra. Era meu último estoque de comida.
Passou a manhã. Felipe Massa venceu sua primeira corrida do ano. O tempo, para variar, variou. Um frio desgraçado lá fora e eu aqui, todo agasalhado criando coragem para sair de casa, afinal precisava comprar comida.
Enquanto não passava o frio, fiquei na internet de bobeira ouvindo de hora em hora o badalar dos sinos de uma igreja que tem aqui por perto. Bateu aquela fome e resolvi matar o miojo.
Algumas badaladas a diante e já eram quase 22 horas e meu estoque de comida já tinha acabado.
Domingo a noite. Sozinho em casa. Morrendo de fome. Muito frio lá fora. O que fazer? Morrer de fome ou pedir uma pizza?
Pizza!
Tentei ligar (não gosto de pedir comida pela Internet) para uma pizzaria famosa. Estava disposto a pagar um pouco mais para comer “bem”.
Atendente: Pizza Hut, Boa noite.
Eu: Gostaria de pedir uma pizza gigante. Qual o melhor sabor? (quis dizer o sabor mais pedido)
Atentente: Aí vareia do gosto do senhor.
A atendente disse “vareia” e minha reação foi instantânea. Desliguei sem pensar. Puts! A ligação estava sendo gravada e agora? Agora “já era”. Pensei: já que vou pedir uma pizza, melhor falar com quem entende, os italianos!
Lembrei que tinha anotado o telefone de uma pizzaria e resolvi tentar no restaurante “Santino”.
Atendente: (um monte de coisa em italiano que eu não entendi)
Eu: Ahan!
Atendente: (mais um monte de coisa em italiano que eu não entendi)
Eu: Ahan! Sim, sim!
(…)
Atendente: Catosse reais. (alguma coisa que não entendi) Non Tro-co.
Eu: Ahan!
Será que a pizza vai chegar? Eu entendi que custavam 14 reais. E você?
Brincadeiras a parte… o bom de São Paulo é isso. Para quem vem de um lugar onde os restaurantes “fecham para o almoço”, posso dizer que agora estou me sentindo na Itália.
Antes mesmo de eu terminar de escrever a pizza chegou, estão servidos?

2008
Apr
03
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Estava acessando o site da Época São Paulo (ainda em desenvolvimento) e resolvi responder um daqueles teste de “revista de menina” para saber que tipo de paulistano “eu sou”. A resposta foi a seguinte:
Para você, programa bom é aquele que realmente vale a pena. Mais caseiro, poucas coisas o atraem mais do que um bom filme no aconchego da sua sala e, quando bate a vontade de sair, seu destino quase nunca é muito longe de onde você mora.

Fala sério! Eu não sou (nem pretendo ser) esse gordinho da foto!
Nunca gostei desses testes mesmo… é tudo mentira! :)
A dica foi do Cris Dias.
2008
Mar
15
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Se tem uma coisa que me deixou desnorteado por aqui foi o tal do bairro da Liberdade. A sensação é um tanto quanto estranha. Você está no Brasil e ao mesmo tempo no oriente. Tive o cuidado de falar oriente e não apenas Japão porque, embora o bairro seja conhecido por ser japonês, aqui você encontra muito chinês e coreano também.
Os postes das ruas do bairro são decorados com “lanternas japonesas”.

Os bancos possuem comunicação especial para os amigos orientais.

A sensação que passa é que o estrangeiro sou eu. As embalagens dos produtos nos mercadinhos são todas em japonês (chinês ou coreano… depende do mercado).

Você deve perguntar: Mas tem legenda com o preço, né? É só ler e saber o que é, certo? Rá! Então me diz o que danado é “Katokichi Sanuki Kitsune Udon”.

A única coisa que entendi é que custa 9 reais e 80 centavos :)
Outra coisa interessante é ser acordado as 5 da manhã com música oriental bem suave enquanto os moradores do bairro exercitam o “Tai sô” (tenho que pesquisar para ver como se escreve, eles falam assim mesmo “tai sô”), uma espécie de ginástica matinal antes do trabalho, parecido com o que acontece no primeiro episódio de Heroes, quando Hiro Nakamura se exercita olhando para o céu enquanto algo inexplicável acontece.

No mesmo lugar, algumas horas depois, todo final de semana acontece a “Ferinha da Liberdade”. A Praça da Liberdade se transforma. O “vão livre” dá lugar a várias barraquinhas com produtos variados. O destaque vai para a barraquinha que vende Yakissoba: sempre lotada.

Pois é. Era isso que eu tinha pra dizer. Claro que tem muito detalhe, mas isso eu vou descobrindo com o tempo. Ainda no mercadinho, por exemplo, descobri que lá eles não comem queijo. Tempos depois eu ví algo bem parecido com queijo. Corri para ver o que era e adivinha o nome? “Tofu”… Pensei: realmente eu estou fú!
2008
Mar
06
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Nos ultimos dias eu estou tendo dificuldades para atualizar o blog:
1 - O HD do meu notebook deu perda total, ou seja, estou sem computador em casa. A sorte é que eu tenho backup das fotos e histórias que tenho para contar :)
2 - Chegou um morador novo morador aqui no prédio e ele é mais viciado em Internet que eu. Resultado: ele sempre chega primeiro no computador que tem lá no térreo.
3 - No horário de trabalho não dá para fazer nada além de trabalhar.
Eu até tentei comprar uma casquinha no McDonalds para ter direito a 15 minutos de internet de graça, mas tem tanta gente que eu desisti.
Segunda-feira (10), ou antes, eu acretito que já tenha resolvido o problema com o notebook e volto a postar.
Conto com a compreensão de todos :)
2008
Feb
22
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Domingo, sol, céu azul, dia de… jogo do “curintcha, meu”! Era um jogo comemorarivo: 5 mil jogos do Corinthians. O confronto era entre “Timão” e Bragantino. O famoso jogo de uma torcida só.
Saímos de casa faltando uma hora para o jogo. Pegamos o metrô em direção ao Masp, onde o Fernando, corintiano doente, iria nos buscar.
Descemos no Masp (que fica na Av. Paulista)… OUTRO MUNDO! Em outro post eu falo sobre esta experiência para não perder o foco.
Assim que chegamos perto do estádio Cícero Pompeu de Toledo, vulgo Morumbi, vimos uma grande quantidade de carros. Chegar antes do jogo iniciar seria praticamente impossível. Ainda bem que estávamos com o Fernando, o corinthiano esperto, que falou: “Meu, eu deixo o carro no Shopping Butantan, daí vamos andando até o Morumbi… é pertinho, dá pra ir a pé”. Rá! Eu acreditei.
20 minutos depois… Chegamos ao Morumbi.
Logo que entramos no estádio, já dava para ouvir a torcida em côro: “Timão ê ô, Timão ê ô”. Como eu não torço para times paulistas, pensava que não iria me comover, mas… tenho que admitir que é contagiante.
Chegamos na arquibancada. Difícil achar um lugar. Ficamos em pé mesmo (se bem que TODO MUNDO fica em pé o jogo todo, é coisa de maluco :D).
O estrutura do estádio e o gramado do campo são coisas de primeiro mundo. Uma informação importante: Racismo, AQUI NÃO!

Um sol de matar! Nunca imaginei que poderia me bronzear em São Paulo. Os vendedores de água pareciam astros de Hollywood, era fácil localizá-los, bastava olhar onde tinha um monte de gente que não estava prestando atenção no jogo tentando pegar um copo de água.

Fiquei observando tudo, menos o jogo. Pra mim era tudo novidade. O campo, torcida barulhenta (em Natal, de onde vim, a torcida só se manifestava quando o time estava ganhando)… tudo muito diferente do que eu estava acostumado.
Até que todo mundo começou a gritar… e eu sem entender. Olhei para o campo e… era “GOOOOOOLLL du curíntcha”. “Lulinha”, o nome do carinha que fez o gol - nunca tinha ouvido falar, mesmo assim comemorei, senão iam perceber que eu não era torcedor de verdade :D
Depois dessa bagunça, aproximadamente 26 mil pessoas cantavam em côro durante uns 5 minutos, pelo menos. Era algo mais ou menos assim:
“Aqui tem um bando de lô-co,
lô-co por tí Cu-rin-tcha
e quem achar que é pô-co
eu grito até ficá rô-co”
Continuei observando as coisas que aconteciam ao redor. Um monte de gente levantando o braço de tempo em tempo e eu sem entender. “Deve ser uma mania de paulista”, pensei. Para não me sentir por fora, comecei a imitar. Sempre que o carinha da frente levantava o braço eu imitava… Olhei para o outro lado do estádio e lá estavam outros doidos fazendo a mesma coisa… era a famosa “ôla”, prazer em conhecer :D
Acabou o primeiro tempo. Começou a animação do intervalo. Vários bonecos jogando futebol e a galera torcendo pelo boneco corintiano… eu também torci, não vou mentir :D
Começou o segundo tempo.
“ééé!!!”, eu comemorava o pênalti que o Edmundo perdeu contra meu Flamengo (eu estava acompanhando pelo Rádio do celular) e logo em seguida um “uhhhh… Puts”… era gol do Bragantino.
Pensava que a torcida ia ficar abalada? Que nada. Parecia que o gol tinha sido do Corinthians. Depois de tomar o gol, eles não paravam de cantar aquela musiquinha irritante: “Aqui tem um bando de lô-co…” :P
E assim foi até o final do jogo. Mas não adiantou. 1 a 1, placar final.

Eis que o tempo começa a ficar esquisito. Era São Pedro, sempre ele.
Imagine a saída de um estádio com 26 mil pessoas correndo da chuva. Pois é! Como dizem por aqui: “Aqui em São Paulo é assim, quando você pensa que ganhou, mano… você perdeu”!

E o pior: Lembra que o carro ficou no shopping? Lembra que o shopping era “pertinho”?
Bendita hora que fui acreditar no Fernando. :/