Hoje eu saí para fazer as compras e achei um pouco estranho a quantidade de gente na rua. São Paulo tem muita gente, eu sei, mas o que danado esse pessoal todo ia fazer? Enfim, continuei andando na contramão. Entrei no supermercado, fiz as compras do dia e, enquanto estou voltando, começo a perceber que o ambiente está ficando diferente… bolinhas coloridas, menina com menia… menino com menino… eita! O que aconteceu? Povo doido (foi o que veio a minha cabeça na hora)! Mas… como eu já tinha visto de tudo por aqui, resolvi fingir que sabia o que era… fiz cara de entendido e entrei em casa para não passar vergonha.
Assisti o restinho da formula 1, tomei banho (claro, hoje é domingo, dia de banho!) e quando eu menos esperava, começa a vir uma zoada (muito barulho) lá de fora… uma multidão! Parecia carnaval. Saí para ver o que era.
Olhei para o termômetro e ele já me dava uma dica: 24°C… estranho, não?
De repente começam a descer vários trios elétrico, um atrás do outro. Tocavam música eletrônica. Legal, pensei. Vou sair e aproveitar o carnaval diferente… diferente? MUITO DIFERENTE, mas… aqui é a cidade onde tudo pode acontecer, portanto, fiquei na minha e me concentrei na minha vida!
Comecei a fotografar. (legal para postar no blog, ninguém vai acreditar)
Mais a frente, vi um monte de bolinha colorida. Que legal! Vou guardar umas pra minha sobrinha”, pensei.
Andei mais um pouco e pedi: “moço, onde estão distribuindo essas bolinhas”, o moço (que tinha voz de moça) respondeu “você quer quantas bolas?”… notei um olhar esquisito e… desisti da idéia das bolinhas. Olhei para o trio elétrico com mais calma e vi um monte de dançarino diferente… uns caras fortões vestido de menina, pensei: Agoooora sim! Entendi! É um bloco de carnaval fora de época! Como não tinha pensado nisso antes?
Tinha um monte de gente fantasiada…
Continuei minha caminhada e logo mais a frente vi a Ana Maria Braga… saí correndo para dar um flagrante, click!
Não era a Ana Maria… olhando de perto, estava mais para Clodovil do que para Ana Maria… mas de longe parecia, juro! Segui em frente.
Começei a notar vários cartazes e um deles dizia “Homofobia mata”, pensei… “fobia” é medo! “Homo” é homem… medo de Homem mata?
Fiquei sem entender. Até que lí o endereço do site “Parada SP”… xi… agora caiu a ficha! Esse negócio é a Parada Gay. E agora?
Olhei em volta e tinha mais “menina com menia” e “menino com menino” que antes. Eram muitos… MUITOS MESMO! Fingi que estava trabalhando. Andei com a câmera no pescoço e saí registrando tudo que via enquanto bolava um plano de fuga.
Vi aquele carinha da TV, qual o nome dele mesmo? O jurado do Silvio Santos… o Leão Lobo, eu acho:
Depois disso, concentrei todas as minhas energias para voltar para casa antes que alguém resolvesse se engraçar para o meu lado, até porque andar pela Parada Gay por engano é uma coisa, andar sabendo é oooooutra. Nessa altura do campeonato eu já estava morrendo de raiva porque meu helicóptero está quebrado e não tinha como fugir, tampouco estava disposto a “pagar para ver”. Corri pra casa!
Agora, com mais calma, juntei os pedacinhos do que vi e deixo para vocês um resumo no vídeo logo abaixo:
O que você faria se estivesse passando em frente a um lugar extremamente religioso, e visse um monte de gente escutando a mesma “rádio” e dançando juntas em “silêncio”? E se você pudesse participar dessa brincadeira? Isso aconteceu de verdade e foi, na minha opinião, a maior novidade da Virada Cultural. O nome dessa festa de nerd é Silent Disco.
O Silent Disco é uma idéia simples e bastante útil para quem não deseja incomodar os outros. A festa acontece da seguinte maneira: ao entrar na “pista de dança” você recebe um fone de ouvido sem fio. Uma vez com o fone, a magia acontece e você entra para o mundo do DJ, este faz suas mixagens através de uma mesa de som que transmite as músicas para os fones e, assim, todos escutam a “mesma rádio” e podem interagir.
Para quem olha “de fora”, parece um bando de maluco dançando no meio da rua… pelo menos foi isso que eu pensei. Mas depois que coloquei o fone…. bem… veja com os próprios olhos o que aconteceu (vídeo abaixo) :)
Hoje, domingo, o dia amanheceu bem. Acordei, tomei banho (nooosa! é domingo, lembra?). Tomei café da manhã e percebi que, além dos pães, só tinha um pacote de miojo de guerra. Era meu último estoque de comida.
Passou a manhã. Felipe Massa venceu sua primeira corrida do ano. O tempo, para variar, variou. Um frio desgraçado lá fora e eu aqui, todo agasalhado criando coragem para sair de casa, afinal precisava comprar comida.
Enquanto não passava o frio, fiquei na internet de bobeira ouvindo de hora em hora o badalar dos sinos de uma igreja que tem aqui por perto. Bateu aquela fome e resolvi matar o miojo.
Algumas badaladas a diante e já eram quase 22 horas e meu estoque de comida já tinha acabado.
Domingo a noite. Sozinho em casa. Morrendo de fome. Muito frio lá fora. O que fazer? Morrer de fome ou pedir uma pizza?
Pizza!
Tentei ligar (não gosto de pedir comida pela Internet) para uma pizzaria famosa. Estava disposto a pagar um pouco mais para comer “bem”.
Atendente:Pizza Hut, Boa noite.
Eu: Gostaria de pedir uma pizza gigante. Qual o melhor sabor? (quis dizer o sabor mais pedido)
Atentente: Aí vareia do gosto do senhor.
A atendente disse “vareia” e minha reação foi instantânea. Desliguei sem pensar. Puts! A ligação estava sendo gravada e agora? Agora “já era”. Pensei: já que vou pedir uma pizza, melhor falar com quem entende, os italianos!
Lembrei que tinha anotado o telefone de uma pizzaria e resolvi tentar no restaurante “Santino”.
Atendente: (um monte de coisa em italiano que eu não entendi)
Eu: Ahan!
Atendente: (mais um monte de coisa em italiano que eu não entendi)
Eu: Ahan! Sim, sim!
(…)
Atendente: Catosse reais. (alguma coisa que não entendi) Non Tro-co.
Eu: Ahan!
Será que a pizza vai chegar? Eu entendi que custavam 14 reais. E você?
Brincadeiras a parte… o bom de São Paulo é isso. Para quem vem de um lugar onde os restaurantes “fecham para o almoço”, posso dizer que agora estou me sentindo na Itália.
Antes mesmo de eu terminar de escrever a pizza chegou, estão servidos?
Domingo, sol, céu azul, dia de… jogo do “curintcha, meu”! Era um jogo comemorarivo: 5 mil jogos do Corinthians. O confronto era entre “Timão” e Bragantino. O famoso jogo de uma torcida só.
Saímos de casa faltando uma hora para o jogo. Pegamos o metrô em direção ao Masp, onde o Fernando, corintiano doente, iria nos buscar.
Descemos no Masp (que fica na Av. Paulista)… OUTRO MUNDO! Em outro post eu falo sobre esta experiência para não perder o foco.
Assim que chegamos perto do estádio Cícero Pompeu de Toledo, vulgo Morumbi, vimos uma grande quantidade de carros. Chegar antes do jogo iniciar seria praticamente impossível. Ainda bem que estávamos com o Fernando, o corinthiano esperto, que falou: “Meu, eu deixo o carro no Shopping Butantan, daí vamos andando até o Morumbi… é pertinho, dá pra ir a pé”. Rá! Eu acreditei.
20 minutos depois… Chegamos ao Morumbi.
Logo que entramos no estádio, já dava para ouvir a torcida em côro: “Timão ê ô, Timão ê ô”. Como eu não torço para times paulistas, pensava que não iria me comover, mas… tenho que admitir que é contagiante.
Chegamos na arquibancada. Difícil achar um lugar. Ficamos em pé mesmo (se bem que TODO MUNDO fica em pé o jogo todo, é coisa de maluco :D).
O estrutura do estádio e o gramado do campo são coisas de primeiro mundo. Uma informação importante: Racismo, AQUI NÃO!
Um sol de matar! Nunca imaginei que poderia me bronzear em São Paulo. Os vendedores de água pareciam astros de Hollywood, era fácil localizá-los, bastava olhar onde tinha um monte de gente que não estava prestando atenção no jogo tentando pegar um copo de água.
Fiquei observando tudo, menos o jogo. Pra mim era tudo novidade. O campo, torcida barulhenta (em Natal, de onde vim, a torcida só se manifestava quando o time estava ganhando)… tudo muito diferente do que eu estava acostumado.
Até que todo mundo começou a gritar… e eu sem entender. Olhei para o campo e… era “GOOOOOOLLL du curíntcha”. “Lulinha”, o nome do carinha que fez o gol - nunca tinha ouvido falar, mesmo assim comemorei, senão iam perceber que eu não era torcedor de verdade :D
Depois dessa bagunça, aproximadamente 26 mil pessoas cantavam em côro durante uns 5 minutos, pelo menos. Era algo mais ou menos assim:
“Aqui tem um bando de lô-co,
lô-co por tí Cu-rin-tcha
e quem achar que é pô-co
eu grito até ficá rô-co”
Continuei observando as coisas que aconteciam ao redor. Um monte de gente levantando o braço de tempo em tempo e eu sem entender. “Deve ser uma mania de paulista”, pensei. Para não me sentir por fora, comecei a imitar. Sempre que o carinha da frente levantava o braço eu imitava… Olhei para o outro lado do estádio e lá estavam outros doidos fazendo a mesma coisa… era a famosa “ôla”, prazer em conhecer :D
Acabou o primeiro tempo. Começou a animação do intervalo. Vários bonecos jogando futebol e a galera torcendo pelo boneco corintiano… eu também torci, não vou mentir :D
“ééé!!!”, eu comemorava o pênalti que o Edmundo perdeu contra meu Flamengo (eu estava acompanhando pelo Rádio do celular) e logo em seguida um “uhhhh… Puts”… era gol do Bragantino.
Pensava que a torcida ia ficar abalada? Que nada. Parecia que o gol tinha sido do Corinthians. Depois de tomar o gol, eles não paravam de cantar aquela musiquinha irritante: “Aqui tem um bando de lô-co…” :P
E assim foi até o final do jogo. Mas não adiantou. 1 a 1, placar final.
Eis que o tempo começa a ficar esquisito. Era São Pedro, sempre ele.
Imagine a saída de um estádio com 26 mil pessoas correndo da chuva. Pois é! Como dizem por aqui: “Aqui em São Paulo é assim, quando você pensa que ganhou, mano… você perdeu”!
No post anterior, falei um pouco de algumas coisas que vi pelo início do dia quando passeava pelo Centro Antigo de São Paulo. Agora já estamos “a tarde” e vou mostrar a segunda parte do passeio, onde as estátuas se multiplicavam e eu, finalmente, encontrei a Rodela :D
Saindo da Praça da República, andei um pouco e me deparei com um ônibus movido a eletricidade:
Os “ônibus elétricos” são bem interessantes e chamam atenção pelo fato de possuírem um ferro na parte superior, ligando ele a um emaranhado de fios que estão distribuidos pela rua, idêntico ao que acontece em uma pista de “carrinho bate-bate”, ou “auto pista”, sendo que bem maior :)
Continuando… andei mais um pouco (haja perna) até chegar ao Teatro Municipal… um prédio antigo, rico em detalhes, que se destaca no meio do mar de pedras.
Ao redor do Teatro municipal existem diversas estátuas. A mais bonita, na minha modesta opinião é esta (abaixo):
Do outro lado da rua tinha um “homem-estátua” vestido com roupa caracteristica lá da “terrinha”:
Tive que fingir que estava tirando foto do Wilson para o “homem-estátua” não perceber. Valeu Wilson! :)
Segui em frente e, adivinha? OUTRA PRAÇA. Agora na Rua São Bento, esquina com a Rua Direita. É a mesma praça que o Papa Bento XVI dava o ar de sua graça quando veio ao Brasil. Na Praça de São Bento tinha uma multidão ao redor de um artista e eu, a princípio, resolvi acompanhar de longe a movimentação:
Estudei bastante o lugar, estava bem seguro. Na foto você pode ver que tem um carro da polícia na parte inferior esquerda.
Quem me conhece sabe que eu não iria aguentar ficar só olhando. Resolvi participar da bagunça :P Adivinha quem estava “dando um show”? Rodela! Aquele personagem que participava do Programa do Ratinho… Não resisti! Pedi para tirar uma foto :D
Que baixaria… mas foi bastante divertido :D
Não muito satisfeito, resolvi gravar um pedacinho do show ao ar livre para vocês assistirem:
Nem precisa dizer que caiu um toró (muita chuva) depois… mas o dia já tinha rendido o suficiente para eu não me importar com a água gelada que caía :)